quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A fotografia do infinito

Modalidade fotográfica promete elevar os níveis de conhecimento daquilo que (ainda) chamamos de Universo. 

Galáxia de Andrômeda - Foto: Cassiano Carromeu

Ainda pouco popular em Mato Grosso do Sul, a Astrofotografia vêm ganhando espaço entre fotógrafos amadores e profissionais.

A Astrofotografia é a aplicação da técnica fotográfica à investigação astronômica, possibilitando o deslumbre a olho nu através da imagem digital capturada por uma câmera (DSLR) adaptada a um telescópio, no qual pode ser até de pequeno porte

Na última quarta-feira (07), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul recebeu o Biomédico Cassiano Carromeu, que além de atuar na área biológica humana, vê na contemplação celeste uma amplitude de possibilidades de elevação do conhecimento biológico humano.

Plêiades - Foto: Cassiano Carromeu 

 O avanço da tecnologia possibilitou a queda no preço dos equipamentos que antes eram uso exclusivo e restrito de cientistas astrônomos e pesquisadores da época. Uma ótima notícia para os amantes da observação estelar e planetária, como o biomédico Cassiano Carromeu, que tem a vertente fotográfica como hobby.

Categoria Céu e Paisagem - Foto: Cassiano Carromeu


 "Tudo começou quando passei a frequentar um clube de observação estelar" - revela o biomédico que, recentemente venceu o concurso Olhe para o Céu da Fundação Planetário do Rio de Janeiro nas categorias Céu e Paisagem, por empate, e Objetos de Céu Profundo.




Em entrevista, falou sobre as possibilidades e adversidades da fotografia estelar, confira:
Categoria Objetos de Céu Profundo - Foto: Cassiano Carromeu 

O Colunista:
Para que tipo de fotógrafo a Astrofotografia é indicada?

Cassiano:
-Para qualquer tipo de fotógrafo, do iniciante ao profissional. O importante mesmo é conhecer a sua câmera, quanto mais conhecê-la, melhor.

O Colunista:
Quais os principais desafios da modalidade fotográfica?

Cassiano:
- A foto é noturna, isso já aumenta o grau de dificuldade, sem falar das adversidades naturais como vento, desnível do solo. O cansaço também é um fator, mas ainda sim vale a pena todo o esforço.

Cassino Carromeu iniciou uma série de palestras pelo Brasil a começar por Campo Grande e estenderá sua agenda nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, onde abordará temas voltados a sua área de especialização como o desenvolvimento da tecnologia dos mini-cérebros. Ainda não existe data marcada para as palestras. 

Para quem gosta desse tipo de programa, Campo Grande oferece através da Casa da Ciência, que fica na UFMS um vislumbre ocular através da observação de astros. As datas de observação se encontram na página do Facebook do Clube de Astronomia Carl Sagan - facebook.com/ClubedeAstronomiaCarlSagan