domingo, 22 de maio de 2016

Votei na Dilma, e agora?

Por: Hélio Ignácio
Edição de texto: Luan Saraiva

Me arranjem um padre, quero confessar o meu pecado: 
EU VOTEI EM DILMA ROUSSEFF NA ÚLTIMA ELEIÇÃO!  
Foto: Reprodução
Antes que acendam as tochas, invoco o meu direito de explicação. Era a minha primeira eleição, na nostalgia dos dezoito anos. E como sabem, é uma lei universal que toda primeira tentativa precisa dar errado. Meu primeiro voto, nossa primeira presidente mulher.

Nenhum dos candidatos parecia ser o certo, a fantasia de cordeiro já não enganava ninguém, e os que ainda apresentavam alguma dignidade não tinham força política. Dentre eles, nossa ex-presidente seria minha última opção, se ela não tivesse um ás tão forte na manga. Sobre sua cabeça pairava a benção de Luis Inácio Lula da Silva, vulgo Lula - eu, vesti a carapuça de um aprendiz do tipo que age rápido e pensa devagar.

Poderia aprofundar no assunto, debater por horas sobre a incompetência, falta de ética e os cambau de nossos governantes, mas deixemos esses pormenores - não menos importantes - com os estudiosos. O que podemos afirmar é que o povo não está feliz. Não há mais comida na mesa e o teto que tínhamos sobre a cabeça foi levado pela enchente da incerteza. As manifestações são provas ambulantes disso. Nas ruas, não havia negros ou brancos, não havia homens ou mulheres, nem jovens e idosos. O que existiu foi apenas um corpo, de cores verde e amarelo, que gritava e clamando socorro e por um basta na sujeira não tão escondida mais por debaixo dos tapetes do planalto. 

Então temos um impeachment!

Foto: Reprodução

De um lado, o governo Dilma argumentava ser um golpe da oposição. Defendiam que a presidente foi eleita democraticamente pelo povo, então esse pedido é uma afronta aos pilares da democracia, uma mancha de sangue na memória daqueles que lutaram contra a ditadura - me parecia um cão latindo para outro cão. De fato, há mais fome pelo poder do que pela insaciável e eficaz resolução dos problemas.

Ufa! Uma pausa pra respirar. Espera, estão mexendo nos preços? Foi aí que bolso tremeu e o Brasil virou!



Então vi os "golpistas" como anti heróis, fazendo o bem pelos motivos errados. Porém, a verdade é que no fim toda sujeira é levada junto. Então, oremos a Deus, universo, destino ou o qualquer ser superior para a esperteza não estar do lado errado, porque a justiça tirou a venda dos olhos. 

Foto: Reprodução/Duke
No caso da Dilma, digo que o golpe esteve nas mãos dela. Uma faca cega, é verdade, mais ainda é um golpe. A democracia tem como essência uma ideia simples, que é descrita de forma poética na constituição: "todo poder emana do povo". Portanto, o povo é quem colocou ela lá e o povo é quem vai tirá-la. Mas ela pega essa ideia, estupra na nossa frente e diz que a culpa é nossa. Em sua, agora utópica visão, feito Dilma-no-país-das-maravilhas, as regras eram: esperar o fim do mandato e depois votar no Lula. 

Insisti em fazer birra e dizer que o impeachment é anti constitucional, porque não há nenhuma prova de crime contra ela. Mas a justiça não segue a sabedoria dos avós. 

Longe de mim ir contra a lei. Por ora, daria um conselho, agora tardio a ex-presidente : Dilma, poderia ter pego o resto da sua dignidade e renunciado seu cargo, moça! Até parece que não sabia que nesse jogo, as vezes é melhor dar do que perder.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Como sobreviver a Era do Marketing Instantâneo?

Por: Luan Saraiva

O excesso de informação pode causar danos graves a saúde, inclusive estresse e dor de cabeça
Uma vez que as ferramentas tecnológicas passam pelo atual processo de expansão e cada vez mais são utilizadas para troca de informações de forma imediata, além de servir de pauta para matérias jornalísticas - como essa - no universo infinito da publicidade, as marcas aproveitam a brecha do excesso de informação para obterem maior alcance de possíveis potenciais clientes. 

Através do que no meio empresarial chama-se de Era do Marketing Instantâneo, onde movimento e interação são palavras-chave para resultados espontâneos e de grande escala, os profissionais mais ligados a esse tipo de técnica de abordagem ganham espaço, consequentemente os holofotes são voltados ao simples e convencional, até por uma questão de deadline e entrega de material, seja ele textual, gráfico, ou misto. 
As técnicas de publicidade programada, como a elaboração prévia de uma campanha e métodos de abordagem gradativa não ficam de lado, no entanto, a busca pela assimilação rápida da informação se faz, mais do que nunca, realidade na era Cyber, onde o objetivo da grande massa que utiliza os meios virtuais é voltado para a atualização do que ocorre no exato momento, de forma cada vez mais clara e objetiva.

Segundo uma pesquisa realizada em 2014 e 2016 por empresas onde o público se concentra no mundo virtual, o tempo que uma pessoa permanece concentrada passou de 12 segundos em 2014 para 8 segundos em 2016. Isso provocou mudanças na abordagem das empresas, que notaram a essencial necessidade de produzir anúncios mais impactantes e de menor duração.

Entretanto, nem tudo são flores no jardim da comunicação expressa. De fato, os dados mostram a evolução do processo de emissão da mensagem por meios virtuais, mas para todo avanço, algum retrocesso é feito. A subjetividade e a análise não tem tanto espaço nessa era de Fire News

Não é de hoje que os doutores em comunicação previam a queda da troca de informação convencional pela virtualização dos processo de emissão e recepção de mensagem. O que no início do século XXI era considerado utopia, agora sai do ambiente lúdico e toma espaço na "realidade" por meio das inovações tecnológicas. 

Entre as redes sociais, o Facebook lidera o ranking de usuários no Brasil com mais de 80 milhões
Outro aspecto marcante de todo esse avanço foi o "livre arbítrio" gerado pela internet. Foi dada voz ao povo. Sites de relacionamento como o Facebook e Twitter são exemplos claros disso. Nunca na história humana - até que se prove o contrário - a troca de informações opinativas se fez tão rapidamente, inclusive de modo interterritorial.
Quer uma prova disso? Aceita fazer uma pequena viagem aos emirados Árabes? Que tal um passeio nas muralhas da China? Ou então visitar os arredores da torre Eiffel? Tudo isso já é possível no ambiente virtual através do Street View (Google).

O fato consumado é que os tempos mudaram, e como qualquer era que já passamos, quem não se adapta, deixa de existir, desta vez, seja na vida real ou virtual, o fim pode ser o mesmo.

Portanto, F5-se!