quarta-feira, 18 de maio de 2016

Como sobreviver a Era do Marketing Instantâneo?

Por: Luan Saraiva

O excesso de informação pode causar danos graves a saúde, inclusive estresse e dor de cabeça
Uma vez que as ferramentas tecnológicas passam pelo atual processo de expansão e cada vez mais são utilizadas para troca de informações de forma imediata, além de servir de pauta para matérias jornalísticas - como essa - no universo infinito da publicidade, as marcas aproveitam a brecha do excesso de informação para obterem maior alcance de possíveis potenciais clientes. 

Através do que no meio empresarial chama-se de Era do Marketing Instantâneo, onde movimento e interação são palavras-chave para resultados espontâneos e de grande escala, os profissionais mais ligados a esse tipo de técnica de abordagem ganham espaço, consequentemente os holofotes são voltados ao simples e convencional, até por uma questão de deadline e entrega de material, seja ele textual, gráfico, ou misto. 
As técnicas de publicidade programada, como a elaboração prévia de uma campanha e métodos de abordagem gradativa não ficam de lado, no entanto, a busca pela assimilação rápida da informação se faz, mais do que nunca, realidade na era Cyber, onde o objetivo da grande massa que utiliza os meios virtuais é voltado para a atualização do que ocorre no exato momento, de forma cada vez mais clara e objetiva.

Segundo uma pesquisa realizada em 2014 e 2016 por empresas onde o público se concentra no mundo virtual, o tempo que uma pessoa permanece concentrada passou de 12 segundos em 2014 para 8 segundos em 2016. Isso provocou mudanças na abordagem das empresas, que notaram a essencial necessidade de produzir anúncios mais impactantes e de menor duração.

Entretanto, nem tudo são flores no jardim da comunicação expressa. De fato, os dados mostram a evolução do processo de emissão da mensagem por meios virtuais, mas para todo avanço, algum retrocesso é feito. A subjetividade e a análise não tem tanto espaço nessa era de Fire News

Não é de hoje que os doutores em comunicação previam a queda da troca de informação convencional pela virtualização dos processo de emissão e recepção de mensagem. O que no início do século XXI era considerado utopia, agora sai do ambiente lúdico e toma espaço na "realidade" por meio das inovações tecnológicas. 

Entre as redes sociais, o Facebook lidera o ranking de usuários no Brasil com mais de 80 milhões
Outro aspecto marcante de todo esse avanço foi o "livre arbítrio" gerado pela internet. Foi dada voz ao povo. Sites de relacionamento como o Facebook e Twitter são exemplos claros disso. Nunca na história humana - até que se prove o contrário - a troca de informações opinativas se fez tão rapidamente, inclusive de modo interterritorial.
Quer uma prova disso? Aceita fazer uma pequena viagem aos emirados Árabes? Que tal um passeio nas muralhas da China? Ou então visitar os arredores da torre Eiffel? Tudo isso já é possível no ambiente virtual através do Street View (Google).

O fato consumado é que os tempos mudaram, e como qualquer era que já passamos, quem não se adapta, deixa de existir, desta vez, seja na vida real ou virtual, o fim pode ser o mesmo.

Portanto, F5-se!

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